domingo, 4 de março de 2018

Morada da Adriana...

Saindo de Porto Alegre rumo a Florianópolis com tempo (como nunca) e sem dinheiro (como sempre), uma ideia interessante era um passeio por Torres, com direito a caminhada à beira mar no fim da tarde e um jantarzinho amigo com direito à uma lua cheia espelhada no oceano de tirar o fôlego. Mas, dormir onde? Hotéis lotados, ou preços estratosféricos para acomodações espartanas. Quase decididos a seguir viagem, brilhou no booking.com a última vaga em uma pousada, a quase 8km do centro, de nome sugestivo: Morada das Bromélias.

Resolvemos apostar, mais por falta de opção do que por interesse, embora as fotos do site fossem comportadas. Depois de um trecho de asfalto e um bom pedaço em estrada estreita de chão, beirando o Rio Mampituba, chegamos. Fomos recebidos por José Paulo, o Zé, um gurizão boa praça, filho de Sérgio e Adriana, proprietários da pousada de apenas seis apartamentos e uma plantação de verduras no local. 
Adriana, Zé e Sérgio
Conhecê-los foi bárbaro: cuidando de tudo quase sem funcionários, Zé narrou como tornaram a própria casa em pousada, para não perder tudo com a crise. Aí entra a mão mágica de Adriana: ela transforma pedaços de madeira, móveis velhos, objetos antigos, louças idem e as mais diversas tralhas em uma decoração ao mesmo tempo saudosista e contemporânea. Não há um canto da propriedade que não tenha seu toque pessoal, um verdadeiro surto criativo ilimitado. Mas, ao contrário do que possa se pensar, não existe um ambiente caótico ou desorganizado. 





As peças convivem em inesperada harmonia, independente de forma, cor ou funcionalidade. O resultado: o cenário, complementado pelo carinho e a atenção de todos transforma uma singela estadia de uma noite em uma experiência única. Um apartamento limpo, um bom banho e uma boa cama (com direito ao luxo de um colchão massageador!), nos deram uma noite perfeita. Pela manhã, um café recheado de guloseimas, degustado na área coberta e aberta da pousada, de frente para uma paisagem relaxante nos causou uma angústia: infelizmente, ir embora era necessário. 
Adriana, a gente vai voltar, com mais tempo! 

Nenhum comentário:

Postar um comentário